Eu perdoo meu passado - Uma história da inquisição




Quando fazemos regressão de memória, podemos visualizar basicamente três tipos de vidas:

1) As vidas em que fomos neutros

2) As vidas em que sofremos muito

3) E as vidas em que fizemos sofrer.

Estes 3 grandes grupos em que os separo, claro, tem nuances que na prática talvez não fique tão óbvio, pois o conceito de bem e mal varia de acordo com a época e a cultura em que se vive num determinado momento do planeta.

Depende também do que foi possível viver, pois até bem recentemente, lá pelos fins da idade média, as pessoas não tinham liberdade de escolha e se você nascia num lugar, ou numa família, dificilmente questionaria seu papel, sob graves penas para sua existência e de seus familiares, por exemplo.

Porém, para fins didáticos, é preciso que compreendamos que, muitas vezes podemos nos deparar com situações em que sentimos que não éramos pessoas conscientes e não possuíamos ainda empatia e senso de humanidade em nós e estes limites nos levaram a praticar coisas contra outros ou moralmente destrutivas para nós mesmos que, muitas vezes, nos levaram á morte, ou levaram outras pessoas à morte.

Me lembro de um senhor que fez regressão comigo que se viu na época da inquisição e era um padre que assistiu muitas mortes injustas. Viu inclusive, aquela que hoje é sua esposa entre um dos personagens que foi condenado à morte, sem que ele pudesse ter feito nada para impedir, pois ele próprio não tinha liberdade de escolha.

Este senhor carregava consigo nesta vida, uma angústia muito grande que o faz querer cuidar de todos, trazendo para si um fardo enorme. Esta angústia e este fardo não são apenas ruins para ele, que sofre de hipertensão e vive angustiado, mas também para seus familiares que são “criados” por ele sob superproteção, gerando pessoas fracas e medrosas para a vida.

Vejam como o sentimento de culpa de uma vida há 300 anos atrás pode vir trazendo efeitos colaterais sérios que desarranjam o inconsciente da própria pessoa e de todos com os quais ele conecta.

Pois bem, feita a regressão e trazido à consciência sua experiência passada, nossa técnica entende que precisamos “tratar o personagem” do passado, trazendo-o ao encontro do personagem do presente.

Para que isso aconteça, fazemos uma apometria clínica dentro, inserida, na técnica de regressão.

Como se dá isso?

Em estado alterado de consciência, sem que a pessoa esteja hipnotizada, pedimos que ela vá (ou se veja mentalmente) dentro de uma pirâmide de luz no espaço sideral. A pirâmide é considerada um lugar quântico, fora do tempo/espaço (depois vou fazer outro texto para explicar melhor sobre a apometria).

Uma vez que nosso paciente se vê dentro da pirâmide de luz, peço que ele traga para dentro da pirâmide, aquele personagem do passado que ele acabou de acessar. Colocados os dois juntos dentro da pirâmide, incentivo que meu paciente se apresente, diga:


“Eu sou você no futuro e que estou vivendo no ano de 2019. Eu voltei até você hoje de propósito, para encontrá-lo.

Primeiro, para dizer que está tudo bem. Que hoje eu já posso saber que temos chances de aprender infinitamente. Nossos atos tem consequências, porém o universo proporciona oportunidades de aprendizagem através da vida.

E, em segundo lugar, eu gostaria de agradecer a você que sou eu mesmo no passado, pois você viveu algo que contribuiu para que eu seja o homem melhor que sou hoje.” Dito isso, passamos às técnicas de cura energética com a chama violeta e os pulsos de luz, libertando a forma do passado fazendo-a virar luz."


O perdão, não é simplesmente um perdão. É na verdade uma compreensão de que nossos erros passados (não importa a quanto tempo atrás o praticamos, pode ter sido ontem), deve servir para que tomemos consciência de nossos limites, nos incitando ás mudanças. Afinal, a nossa jornada terrena é o palco do aprendizado por ensaio e erro. Ou seja, só vamos aprender errando ou observando os erros uns dos outros.

É por isso que dizemos que o sofrimento é transformador. Porque através dele, aprendemos a não errar.

No entanto, se nos colocamos sob condição de vítimas, não compreenderemos nosso papel na jornada terrena (que teve um início, tem um meio e terá um fim), e sem compreensão verdadeira, não há como ter perdão.

A regressão de memória e a apometria clínica são instrumentos maravilhosos aonde podemos tomar consciência e servem como um remédio aos efeitos colaterais advindos de nossos erros passados, nos livrando dos fantasmas que acumulamos ao longo dos tempos desta nossa fantástica jornada rumo ao EU maior.


Eu sou Carmem Farage, fundadora do Instituo Lumni, psicóloga, psicanalista, especialista em regressão de memória e apometria clínica, médica chinesa, mestra de reiki e eu criei a terapia Lumni que une todos estes conhecimentos para a nossa cura integral.

Um abraço a todos.

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